31 de março de 1964, um dia que durou 20 anos.


Em 31 de março de 1964, o general Olímpio Mourão Filho, comandante da IV Região Militar,  deu início a uma mobilização de tropas a partir da cidade de Juiz de Fora em direção ao Rio de Janeiro, num movimento que concretizava o que já vinha sendo tramado a algum tempo, a derrubada do presidente eleito João Goulart.

O golpe militar de 1964 contava com forte apoio de governadores, como Magalhães Pinto, governador de Minas Gerais, boa parte do empresariado nacional e representantes do capital internacional. As articulações para o golpe não eram desconhecidas da agência de inteligência norte-americana, a CIA, e quando o golpe ocorreu contou com a simpatia, por assim dizer, do então presidente dos Estados Unidos, Lyndon Johson.

O golpe contava também com o apoio de setores da classe média brasileira.
Por isso, a ditadura que se seguiu ao golpe é chamada de  “ditadura civil-militar”.

Alguns historiadores chamam a atenção para o fato de que a ditadura “terminou” com a extinção dos Atos Adicionais que suspenderam liberdades políticas e civis em 1979.  Mas, se não havia ditadura, também não havia democracia. Esta só viria mesmo em 1988, com a nova Constituição.

Até 1984 o Brasil foi presidido por militares apoiados por  políticos, empresários, profissionais liberais ..Ou seja, uma boa parcela da sociedade. Mas também houve quem resistiu e pagou muito caro por isso.

31 de março de 1964 foi um dia que nos jogou numa longa noite de incertezas, medo, privação de liberdades. 

Lembrar a data não é só  memória, é  resistência. 

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Alguns filmes sobre isso:

. Ainda estou aqui 

. O Agente secreto 


Alguns livros: 

. Modernização, Ditadura e democracia – 1964-2010.

Ainda estou aqui 

. A máquina do golpe


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