Sobre a velhice
Aos 60 anos, buscando entender a si mesma e o seu futuro, Simone de Beauvoir escreveu o ensaio "A Velhice".
Para entender a mim mesma, o mundo e o futuro- presente, percorri as 600 páginas. E aprendi muito.
Sabe o medo de envelhecer que muita gente julga típico das sociedades atuais? Existe há muito, no Ocidente e no Oriente. Sabe as queixas a respeito das dores, do enxergar pouco, dormir mal? São as mesmas entre gregos, troianos e baianos.
Quanto às dificuldades econômicas enfrentadas nesta fase da vida, por toda parte, "ser velho e pobre é quase um pleonasmo."
Mas a velhice também foi/é difícil entre os famosos e ilustres. Freud se queixava, Churchill também, mesmo Gandhi.
Escrito em 1968, para "quebrar a conspiração do silêncio sobre a velhice", sob muitos aspectos, é um livro muito atual.
Mas para que ler sobre isso?
Porque há muito de história, de conhecimento da realidade social, um bocado de filosofia e de psicologia.
E, sobretudo, "Não sabemos quem somos se ignorarmos quem seremos; aquele velho, aquela velha, reconheçamo-nos neles. Viver é envelhecer, nada mais."
Segue aí.
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