Curadoria Libooks. O passado revisto em livros essenciais de História Política para entender o presente.

A primeira cruzada 
Peter Frankopan

Diferentemente da maior parte dos estudiosos da Primeira Cruzada, que costumam focar no papado e nos guerreiros do Ocidente, Peter Frankopan dirige o olhar para os acontecimentos do Oriente, em particular de Constantinopla, sede do Império Bizantino cristão. O resultado é revelador: o imperador Aleixo I Comneno foi quem, em 1095, incitou a cruzada ao solicitar apoio do papa para defender seu reinado dos turcos. Mais tarde, a vitória do Vaticano consolidou o poder papal enquanto Constantinopla jamais se recuperou, e Aleixo, assim como Bizâncio, foi relegado às margens da história.

Frankopan parte de fontes orientais por muito tempo ignoradas para oferecer uma explicação provocadora da Primeira Cruzada e de suas consequências, propondo um retrato original e mais fiel de como a tomada de Jerusalém assentou as bases do domínio da Europa ocidental – e formou o mundo moderno tal como o conhecemos.


📗 
Ver detalhes e preço


A Velhice 
Simone de Beauvoir

Nesta obra profunda e corajosa, Simone de Beauvoir esmiúça o envelhecimento em todos os seus aspectos, apresentando uma revisão histórica sobre essa fase da vida e propondo uma mudança radical na forma de encará-la. 

A filósofa francesa analisou a fundo como algumas ciências e suas especializações tratam a senilidade, valendo-se também de pesquisas e estatísticas, sempre com o cuidado de não se deixar levar pela aparente certeza dos números. Utilizando diversos exemplos, a escritora relata de forma franca e sensível as experiências e os desafios enfrentados pelos idosos, questionando concepções estereotipadas e destacando a necessidade de respeito e valorização dessa fase da vida. Passados mais de cinquenta anos de seu lançamento, A velhice  se revela um ensaio extremamente atual e imprescindível.

📗  Ver detalhes e preço


São Francisco de Assis 
Jacques Le Goff

São Francisco seria o santo mais moderno da Igreja? Ecologista na sua fascinação pela natureza, anticonsumista na radical opção pela simplicidade, defensor da liberdade de espírito, da alegria, da vida comunitária. Francesco di Pietro di Bernardone, filho de comerciantes italianos da cidade de Assis, mudou não só o conceito de santidade e devoção, mas a atitude da Igreja e dos leigos diante do sagrado na virada do século XII para o século XIII. 

A fraternidade franciscana, a con sagração à pobreza e uma liderança dinâmica alternando a solidão e a inserção social a partir da pregação nas cidades da Umbria o fixaram como uma das mais cultuadas figuras religiosas do Ocidente. Ao resgatar a história do "Pobre de Assis", através de quatro ensaios, Jacques Le Goff nos mostra que se São Francisco foi moderno é porque seu tempo foi "produto de um lugar e de um momento, a Itália comunal em seu apogeu. Nesse contexto, três fenômenos são decisivos para a orientação de Francisco: a luta de classes, a ascensão dos leigos e o progresso da economia monetária".

"Sempre fui fascinado por São Francisco, um dos mais impressionantes personagens do seu tempo e da História Medieval (...) Francisco foi, muito cedo, aquele que, mais que qualquer outro, me inspirou o desejo de fazer dele um objeto da história total, exemplar para o passado e para o presente", escreve Le Goff ao justificar esta investigação sobre um dos mais comoventes exemplos de humildade e solidariedade, criador de um sentimento pela natureza que se exprimiu na religião, na literatura e na arte medieval.

Le Goff não ignora os aspectos controvertidos de São Francisco, que rejeitou o saber e os livros no momento de nascimento das universidades, e condenava o dinheiro em plena transição da economia feudal. O magistral resgate do historiador nos leva a perceber como o autor do Cântico do Sol, que pregava aos pássaros, condenava não o conhecimento ou o enriquecimento, mas as estruturas de poder. As lições do franciscanismo nasceram modernas na Idade Média e reafirmam sua atualidade inequívoca no século XXI.


📗 Ver detalhes e preço


O coração pensante: sobre Israel e Palestina 
David Grossman

   Um livro sobre a espinhosa questão Israel e Palestina escrito por um israelense, ele mesmo crítico das políticas de seu governo. Uma reflexão sobre os efeitos  que essa questão  traz para Israel. Grossman, que é jornalista, chegou a ser demitido por ter se recusado a aceitar a censura israelense para notícias que tratassem da Autoridade Palestina.
   Escreveu romances e um livro sobre o luto pela perda do filho, morto na guerra entre Israel e o Líbano. O Coração Pensante, publicado depois dos ataques do Hamas contra Israel em 2023, abre a possibilidade de reflexão para além do fanatismo e dos rótulos. 

📗 Ver detalhes e preço


O Projeto 
David A. Graham

   Um livro do jornalista David A. Graham que revela o projeto da direita norte-americana para o segundo mandato de Trump e depois.
   O jornalista se debruça sobre o "Projeto 2025", um documento de mais de mil páginas que pretende colocar em curso a criação de uma "presidência imperial" dos Estados Unidos.
   Um livro que joga luz sobre as reais intenções por trás dos movimentos e decisões supostamente erráticos do atual governo estadounidense.

Ver detalhes e preço



Os iranianos 
Samy Adighirni

   Um livro de um jornalista que foi correspondente no Irã com relatos e  impressões sobre a sociedade iraniana. Uma boa maneira de romper barreiras e preconceitos é mergulhar no cotidiano. O livro trata ainda da diversidade geográfica, étnica, linguística e religiosa desse país de 90 milhões de pessoas e muito mal conhecido pelos ocidentais.

Ver detalhes e preço





(Este post contém links de afiliados. Ao comprar através deles, você
apoia a Libooks Online sem custo adicional para você.)

Comentários